JORNAL DA PARAÍBA
16/09/2007
Ataques de cães
aumentam 54%
este ano
JEAN GREGÓRIO
O número de atendimento de pessoas vítimas de ataques de cães no Hospital de Emergência e Trauma cresceu 54% de janeiro a agosto deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com os registros do hospital em João Pessoa, 74 pessoas deram entrada na emergência no período por ferimentos de cães contra 48 no ano passado. O número de ocorrência nos oito meses já representa mais de 91% do total de 2006, quando 81 pessoas sofreram lesões de cachorros. Segundo a assessoria do Trauma, nenhuma das vítimas chegou a óbito nos dois anos. Esse número engloba desde ataques de vira-latas até aterrorizadoras investidas de pitbulls e rottweilers, raças de características mais agressivas.Baseada em pesquisa nacional, as veterinárias do Centro de Zoonoses de João Pessoa afirmam que os próprios proprietários do animal ou familiares próximos são a maior parte das vítimas dos ataques que ocorrem normalmente no interior do domicílio. ...///...
Já os criadores de pitbull acreditam que o número dessa raça atinja a casa dos cinco mil.
As mortes de um bebê de três meses em Minas Gerais e de um aposentado em São Paulo e diversos ataques registrados em se-qüência nos últimos dias por cães da raça pitbull trouxeram à tona, novamente, a necessidade de criar novas medidas de segurança e até a polêmica castração (esterilização) do animal.A cidade de João Pessoa tem registrado ataques de pitbull freqüentemente. A última ocorrência grave foi em agosto e comprova que as vítimas quase sempre são do interior da casa. A filha do policial civil Joselito Vieira, de apenas de sete anos, sofreu um ataque inesperado na garagem de sua casa, no bairro de Valentina de Figueiredo, depois de derrubar a sua bicicleta perto do cão. Apesar de acorrentado, o pitbull mordeu o rosto e o couro cabeludo da criança e uma tragédia só não aconteceu, porque a mãe socorreu a tempo. Para fazer soltar a menina, a mãe, no desespero, chegou a quebrar o cabo de madeira do rodo duas vezes na cabeça do animal para resgatá-la. A garota, que brincava sempre com o cão, precisou sofrer cirurgia no Hospital de Emergência e Trauma e levou ainda 20 pontos. Momentos após o ataque, ela declarou sobre o cachorro: “Mãe, ele não teve culpa”. O pitbull de um ano e três meses, que foi levado para observação no Centro de Zoonoses da capital por dez dias, foi resgatado pelo policial e doado a um fazendeiro no município do Conde. “A gente acha que nunca pode acontecer conosco essas coisas, até porque ele brincava com a minha filha e era dócil”, diz o pai. Vieira afirma que depois do episódio não quer mais cachorro em sua casa com essas características.
NOTA : A HISTÓRIA, É SEMPRE A MESMA, SÓ QUE DESTA VEZ, O CENÁRIO É O NORDESTE.
NÃO HÁ DÚVIDA QUE OS ANIMAIS SÃO PERIGOSOS, NÃO RECONHECEM OU DONOS, OU OS QUE COM ELE CO-HABITAM, E NEM MESMO, NA MAIOR PARTE DOS CASOS, QUANDO ATACAM, NÃO OBEDECEM AOS DONOS, QUE TEM DE MOSTRAR AGRESSIVIDADE PERANTE O ANIMAL, PARA QUE ESTE LARGUE A PRESA.
OS CASOS SUCEDEM-SE, SEM QUE MEDIDAS SEJAM PROVIDENCIADAS ! TERÁ O LULA, OU ALGUM MINISTRO, SEREM ATACADOS, PARA QUE ENTÃO SE TOMEM AS MEDIDAS QUE HÁ MUITO DEVERIAM TER SIDO TOMADAS ? . . .
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