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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

LIGAÇÕES PERIGOSAS, MAS, CERTAMENTE RENTÁVEIS . . .

 

EXTRA
07/09/13
Crime e preconceito: mães e filhos de santo são expulsos de favelas por traficantes evangélicos

A roupa branca no varal era o único indício da religião da filha de santo, que, até 2010, morava no Morro do Amor, no Complexo do Lins. Iniciada no candomblé em 2005, ela logo soube que deveria esconder sua fé: os traficantes da favela, frequentadores de igrejas evangélicas, não toleravam a “macumba”. Terreiros, roupas brancas e adereços que denunciassem a crença já haviam sido proibidos, há pelo menos cinco anos, em todo o morro. Por isso, ela saía da favela rumo a seu terreiro, na Zona Oeste, sempre com roupas comuns. O vestido branco ia na bolsa. Um dia, por descuido, deixou a “roupa de santo” no varal. Na semana seguinte, saía da favela, expulsa pelos bandidos, para não mais voltar.

- Não dava mais para suportar as ameaças. Lá, ser do candomblé é proibido. Não existem mais terreiros e quem pratica a religião, o faz de modo clandestino - conta a filha de santo, que se mudou para a Zona Oeste.

A situação da mulher não é um ponto fora da curva: já há registros na Associação de Proteção dos Amigos e Adeptos do Culto Afro Brasileiro e Espírita de pelo menos 40 pais e mães de santo expulsos de favelas da Zona Norte pelo tráfico. Em alguns locais, como no Lins e na Serrinha, em Madureira, além do fechamento dos terreiros também foi determinada a proibição do uso de colares afro e roupas brancas. De acordo com quatro pais de santo ouvidos pelo EXTRA, que passaram pela situação, o motivo das expulsões é o mesmo: a conversão dos chefes do tráfico a denominações evangélicas.

Atabaques proibidos na Pavuna

A intolerância religiosa não é exclusividade de uma facção criminosa. Distante 13km do Lins e ocupada por um grupo rival, o Parque Colúmbia, na Pavuna, convive com a mesma realidade: a expulsão dos terreiros, acompanhados de perto pelo crescimento de igrejas evangélicas. Desinformada sobre as “regras locais”, uma mãe de santo tentou fundar, ali, seu terreiro. Logo, recebeu a visita do presidente da associação de moradores que a alertou: atabaques e despachos eram proibidos ali.

-Tive que sair fugida, porque tentei permanecer, só com consultas. Eles não gostaram — afirma.

A situação já é do conhecimento de pelo menos um órgão do governo: o Conselho Estadual de Direitos do Negro (Cedine), empossado pelo próprio governador. O presidente do órgão, Roberto dos Santos, admite que já foram encaminhadas denúncias ao Cedine:

- Já temos informações desse tipo. Mas a intolerância armada só pode ser vencida com a chegada do estado a esses locais, com as UPPs.

O deputado estadual Átila Nunes (PSL) fez um pedido formal, na última sexta-feira, para que a Secretaria de Segurança investigue os casos.

- Não se trata de disputa religiosa mas, sim, econômica. Líderes evangélicos não querem perder parte de seus rebanhos para outras religiões, e fazem a cabeça dos bandidos — afirma.

Nas favelas, os ‘guerreiros de Deus’

Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, chefe do tráfico no Morro do Dendê, ostenta, no antebraço direito, a tatuagem com o nome de Jesus Cristo. Pela casa, Bíblias por todos os lados. Já em seus domínios, reina o preconceito: enquanto os muros da favela foram preenchidos por dizeres bíblicos, os dez terreiros que funcionavam no local deixaram de existir.

Guarabu passou a frequentar a Assembleia de Deus Ministério Monte Sinai em 2006 e se converteu. A partir daí, quem andasse de branco pela favela era “convidado a sair”. Os pais de santo que ainda vivem no local não praticam mais a religião.

A situação se repete na Serrinha, ocupada pela mesma facção. No último dia 22, bandidos passaram a madrugada cobrindo imagens de santos nos muros da favela. Sobre a tinta fresca, agora lê-se: “Só Jesus salva”.

O babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), criada justamente após casos de intolerância contra religiões afro-brasileiras em 2006, afirma que os casos serão discutido pelo grupo, que vai pressionar o governo e o Ministério Público para que a segurança do locais seja garantida e os responsáveis pelo ato sejam punidos. “Essas pessoas são criminosas e devem ser punidas. Cercear a fé é crime”, diz o pai de santo.

Mãe de santo: proibida de circular na favela com as "roupas do demônio" Foto: Urbano Erbiste / Extra

Lei mais severa

Desde novembro de 2008, a Polícia Civil considera como crimes inafiançáveis invasões a templos e agressões a religiosos de qualquer credo a Lei Caó. A partir de então, passou a vigorar no sistema das delegacias do estado a Lei 7.716/89, que determina que crimes de intolerância religiosa passem a ser respondidos em Varas Criminais e não mais nos Juizados Especiais. Atualmente, o crime não prescreve e a pena vai de um a três anos de detenção.

Filha de santo, que foi expulsa do Lins: ‘Não suportava mais fingir ser o que não era’.

- Me iniciei no candomblé em 2005. A partir de minha iniciação, comecei a ter problemas com os traficantes do Complexo do Lins. Quando cheguei à favela de cabeça raspada, por conta da iniciação, eles viravam o rosto quando eu passava. Com o tempo, as demostrações de intolerância aumentaram. Quando saía da favela vestida de branco, para ir ao terreiro que frequento, eles reclamavam. Um dia, um deles veio até a minha casa e disse que eu estava proibida de circular pela favela com aquelas “roupas do demônio”. As ameaças chegaram ao ponto de proibirem que eu pendurasse as roupas brancas no varal. Se eu desrespeitasse, seria expulsa de lá. No fim de 2010, dei um basta nisso. Não suportava mais fingir ser o que eu não era e saí de lá.

Mãe de santo há 30 anos, expulsa da Pavuna: ‘Disseram que quem mandava ali era o ‘Exército de Jesus”

- Comprei, em 2009, um terreno no Parque Colúmbia, na Pavuna. No local, não havia nada. Mas eu queria fundar um terreiro ali e comecei a construir. No início, só fazia consulta, jogava búzios e recebia pessoas. Não fazia festas nem sessões. Não andava de branco pelas ruas nem tocava atabaque, para não chamar a atenção. Um dia, o presidente da associação de moradores foi até o local e disse que o tráfico havia ordenado que eu parasse com a “macumba”. Ali, quem mandava na época era a facção de Acari. Já era mais de santo há 30 anos e não acreditei naquilo. Fui até a boca de fumo tentar argumentar. Dei de cara com vários bandidos com fuzis, que disseram que ali quem mandava era o “Exército de Jesus”. Disse que tinha acabado de comprar o terreno e que não iria incomodar ninguém. Dias depois, cheguei ao terreiro e vi uma placa escrito “Vende-se” na porta — eles tomaram o terreno e o puseram a venda. Não podia fazer nada. Vendi o terreno o mais rapidamente possível por R$ 2 mil e fui arrumar outro lugar.


NOTA  :  DESTAS  AVENTURAS  PELAS  FAVELAS  ( PELOS  VISTOS  NADA  PACIFICADAS . . .  )  DO  RIO  DE  JANEIRO,  CIMENTAMOS  ALGUMAS  IDEIAS  SOBRE  A  REALIDADE  QUE  NOS  RODEIA.
 
1º.  A  CRENDICE  NESTAS  " RELIGIÕES "  AFRICANAS,  CRESCE  CADA  VEZ  MAIS  NAS  REGIÕES  MAIS  POBRES  E  POUCO  CULTAS  DA  POPULAÇÃO.  AS  PESSOAS  TÊM  QUE  ACREDITAR  EM  ALGUMA  COISA . . .  DIZEM.
 
 
2º.  OS  EVANGÉLICOS  DETESTAM  A  CONCORRÊNCIA  AOS  SEUS  NEGÓCIOS  DA  COLECTA  DO  DÍZIMO,  E  NÃO  OLHAM A  MEIOS  PARA  OBTER  OS  SEUS  FINS !
 
 
3º.  COMEÇA  A  FICAR  MUITO  CLARO  PARA  TODA  A  GENTE  (  ESPEREMOS  QUE  PARA  A  POLÍCIA  TAMBÉM . . . ),  AS  CUMPLICIDADES  ENTRE  EVANGÉLCOS  E  TRÁFICO,  PRINCIPALMENTE,  QUANDO  SE  TRATA  DE  DIVIDIR  O  MESMO  TERRENO !
 
 

sexta-feira, 1 de março de 2013

ASSIM, NÃO RESOLVEM O PROBLEMA ! ADIAM-NO ! . . .



NOTA  :  A  NOTICIA  FALA  CLARAMENTE  DA  FUTURA  " PACIFICAÇÃO "  DO  MORRO  DO  CAJU !
 
 
FUTURA,  PORQUE  TODA  A  GENTE,  INCLUINDO  A  BANDIDAGEM,  JÁ  SABEM  QUE  NO  DIA  MARCADO,  E  À  HORA  FIXADA,  AS  FORÇAS  DA  ORDEM  ENTRARÃO  " TRIUNFALMENTE "  NO  TERRITÓRIO  INIMIGO,  DEPOIS  DESTES  O  TEREM  ABANDONADO . . .
 
 
REFERE  A  NOTICIA,  QUE  À  LAIA  DE  DESPEDIDA  ( OU  MARKETING... )  OS  CHEFES  DO  TRÁFICO  ENTRARAM  EM  SALDO,  BARATEANDO  ALGUNS  TIPOS  DE  DROGA  INDO  ATÉ  À  OFERTA  DE  MACONHA !  PROBLEMA  DELES.
 
 
ESTA  ESTRATÉGIA  DE  " NÃO  CONFRONTO ",  É  UMA  SITUAÇÃO  QUE  NÃO  RESOLVE  O  PROBLEMA !  APENAS  O ADIA ! . . .
 
 
A  BANDIDAGEM  PARA  NÃO  SER  APANHADA,  AO  SER  AVISADA  DA  " INVASÃO ",  BATE  EM  DEBANDADA  PARA  OUTROS  LOCAIS,  PARA  QUE  AÍ,  POSSA  CONTINUAR  COM  O  COMÉRCIO.
 
 
SE  A  POLICIA  TEM  A  INFORMAÇÃO  DE  QUE  A  BANDIDAGEM  ESTÁ  A  ABANDONAR  O  MORRO,  LEVANDO  ARMAS,  PORQUE  NÃO  OS  CERCA,  RETIRANDO  DA  SOCIEDADE  BANDIDOS  E  ARMAS ?
 
 
QUANDO  A  INVASÃO  DO  CAJU  SE  DER,  ASSISTIREMOS  A  UM  GRANDE  APARATO  BÉLICO,  AGENTES  MUSCULOSOS  CHEIOS  DE  PROTECÇÕES  ( TIPO  SWAT ... ),  ÓCULOS  ESCUROS,  TATUAGENS,  ARMAMENTO  EM  PROFUSÃO,  ENFIM  MUITO  MACHOS  E  DECIDIDOS,  A  ENTRAREM  NUM  TERRENO,  ONDE  SABEM  À  PARTIDA,  QUE  NÃO  HÁ  LÁ  NINGUÉM  PARA  LHES  FAZER  FRENTE ! . . .
 
 
QUEREM  FAZER  CRER  O  QUÊ,  E  A  QUEM ? . . .
 
 
DEIXEM  DE  BRINCAR  ÀS  GUERRAS,  E  DETNHAM  A  BANDIDAGEM ! 
 
 
É  ISSO  QUE  A  SOCIEDADE  ESPERA  E  EXIGE !
 

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

QUE EXEGAERO ! NÃO SÃO 16 MIL HECTARES, SÃO . . . 12 ! . . .

A PROPÓSITO DAS
ESCLARECEDORAS
REPORTAGENS DO DIA
SOBRE A DROGA . . .
" Cônsul da Bolívia
protesta "
( IN O DIA - 29/08/2007 )

O cônsul da Bolívia no Brasil, René Maurício Dorfler, protestou contra a série de reportagens de O DIA. Em carta enviada ao jornal, o diplomata diz que as matérias “não correspondem, nem se acercam, à realidade que vive Bolívia hoje”, bem como “o governo expressou, reiteirou sua decisão de erradicar a cocaína e todas as drogas que afetam a juventude”. Garante que o “compromisso é com a política de revalorização da folha de coca, que por suas qualidades e usos históricos, tradicionais e ancestrais, em nenhum caso pode ser associada à cocaína diretamente.
René Dorfler também reitera que “se fala que em Bolívia se permitem 16 mil hectares de folha de coca, quando na realidade são 12 mil. Se menciona que meu país produzirá 120 toneladas de cocaína, quando as cifras oficiais dos organismos de luta contra o narcotráfico mostram um retrocesso na produção”.
Para o cônsul boliviano, “menciona-se cidades, pessoas, povos, condições sociais, econômicas, humanas sem contribuir nenhum elemento de juízo que mostre a verdadeira realidade dos milhares e milhares de bolivianos”. Relata a “desconformidade com este tipo de enfoque que não contribui a um adequado entendimento do esforço do país em sua luta contra o narcotráfico”.


NOTA : HÁ SITUAÇÕES NA VIDA, EM QUE SABER GERIR O SILÊNCIO, É DAS MELHORES COISAS QUE HÁ, PRINCIPALMENTE, QUANDO SE É DIPLOMATA, E DE UM PAÍS COMO A BOLÍVIA, COM A RESPONSABILIDADE QUE TEM NA PRODUÇÃO DE MATÉRIA PRIMA, ( E NÃO ESTAMOS A FALAR DE ÁGUA BENTA . . . ) PRINCIPAL FORNECEDORA DO NARCOTRÁFICO INTERNACIONAL.
AS REPORTAGENS FEITAS PELO JORNAL " O DIA ", PARA ALÉM DE UM TRABALHO INVESTIGATIVO DIGNO DE ELOGIAR, VERSAM UM TEMA, POR SI SÓ, DE INEGÁVEL REPERCUSSÃO, NA VIOLÊNCIA URBANA EM QUE HOJE VIVE O BRASIL E OUTROS ESTADOS.
A RIDÍCULA CORRECÇÃO QUE O SENHOR DIPLOMATA FAZ, DE 16 MIL HECTARES, PARA 12 MIL, FAZ RIR QUALQUER OBSERVADOR MENOS ATENTO, COMO SE, COM ESSA DIFERENÇA, DE APENAS 4 MIL HECTARES, FOSSE POSSÍVEL RETIRAR AO GOVERNO COLOMBIANO, A RESPONSABILIDADE QUE TEM, DE SER A BOLÍVIA, DIRECTA OU INDIRECTAMENTE, O MAIOR PRODUTOR MUNDIAL DE FOLHA DE COCA !
TODOS SABEMOS, QUE AS LIGAÇÕES GOVERNO / COCALLEROS, SÃO PERIGOSAS, E QUE A " ECONOMIA " BOLIVIANA, MUITO TEM A AGRADECER AOS ARBUSTOS DE QUE ESTES CUIDAM.
MAS SENHOR CÔNSUL, ÁS VEZES O SILÊNCIO, É A MELHOR POSIÇÃO.
O PROTESTO, NESTE CASO, FOI A PIOR SAÍDA POSSÍVEL !

terça-feira, 28 de agosto de 2007

... E OS AMERICANOS ESTÃO LÁ ! . . .

BBC - BRASIL
Produção de ópio
dobrou em 2 anos
no Afeganistão.
Alastair Leithead
De Cabul

A Organização das Nações Unidas (ONU) revelou nesta segunda-feira em um relatório que a produção de ópio no Afeganistão dobrou nos últimos dois anos e atinge hoje níveis recordes.
Só no ano passado, a produção de ópio, que é a matéria-prima da heroína, teria aumentado mais um terço, diz o documento.
“Os resultados são muito ruins, incrivelmente ruins, porque o cultivo (de papoula, da qual é extraído o ópio) aumentou 17%, atingindo um nível histórico”, disse Antonio Maria Costa, diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), que divulgou o relatório.
Segundo a organização, o Afeganistão é hoje responsável por 93% do ópio produzido no mundo.
Produção recorde
O relatório também diz que a Província de Helmand, no sul do Afeganistão, concentra a maior produção mundial de uma mesma droga em todo o mundo, superando a produção de países inteiros, como a Colômbia.
Só no ano passado, a produção de ópio na Província teria aumentado 48%.
“A Província de Helmand cultivou mais ópio do que o resto do Afeganistão. O local se transformou na maior entidade isoladamente em termos de produção e cultivo”, disse Costa.
O levantamento da ONU informa também que o cultivo de papoulas está ligado aos insurgentes e à instabilidade no sul do Afeganistão.
Para resolver o problema, o relatório recomenda mais esforços para estabelecer um clima de segurança na região.
Ele também faz um apelo ao governo do Afeganistão para ser mais duro com a corrupção, que estimularia o comércio de drogas.A ONU também cita um governo pobre, um sistema judiciário fraco e programas falhos de erradicação como as causas dos níveis recordes na produção de ópio no Afeganistão.
NOTA : QUANDO OS AMERICANOS, QUE SÃO OS PRINCIPAIS COMBATENTES DO NARCOTRÁFICO INTERNACIONAL, NÃO CONSEGUEM NO AFEGANISTÃO, IMPEDIR A PRODUÇÃO DE ÓPIO, CUJA PRODUÇÃO, MESMO NAS SUAS BARBAS, CONSEGUE AUMENTAR, PESE EMBORA TRATAR-SE DE UM PAÍS EM GUERRA, REFORÇA UM POUCO A TESE, QUE POUCA GENTE ESTÁ INTERESSADA NUM COMBATE SÉRIO AO NARCOTRÁFICO, COM TODAS AS IMPLICAÇÕES INERENTES !