segunda-feira, 16 de abril de 2012
sábado, 1 de outubro de 2011
FAZ O QUE EU DIGO, MAS NÃO FAÇAS O QUE EU FAÇO . . .
Levantamento realizado pelo G1 a partir da relação total de projetos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) mostra que, nos primeiros oito meses de mandato, o governo da presidente Dilma Rousseff criou menos assentamentos e assentou menos famílias no campo que os dois antecessores no mesmo período.
De acordo com os dados do Incra, o governo criou nos primeiros oito meses 35 assentamentos. Até esta sexta (30), o último registro de criação de assentamento no site do Incra era de 18 de agosto. Movimentos sociais, como o MST, queixam-se da demora na alocação de famílias em projetos de reforma agrária. O Incra, cujo orçamento é recorde neste ano, afirma que a demanda por assentamentos vem diminuindo.
ASSENTAMENTOS NOS PRIMEIROS OITO MESES DE GOVERNO | |||
| DILMA | LULA | F H C |
1º. MANDATO | 35 | 125 | 156 |
2º MANDATO | - | 151 | 247 |
FONTE : INCRA |
Nos oito meses iniciais do primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foram criados 156 assentamentos e, nos oito primeiros meses do segundo mandato de FHC, 247. O primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva fez 135 assentamentos entre janeiro e agosto de 2003. Nos oito primeiros meses de 2007, ano em que Lula iniciou o segundo mandato, foram criados 151 assentamentos.
Criar um assentamento significa utilizar uma área previamente obtida pelo governo - por meio de desapropriação, confisco, compra, entre outros instrumentos legais - e oferecer às famílias para que ocupem e produzam.
A maior parte dos projetos oficialmente criados por Dilma, Lula e FHC já tinha sido autorizada em governos anteriores, a maioria por meio de desapropriação.
Lula, no entanto, empreendeu mais projetos de compra e reconhecimento de terras que os demais durante seus primeiros oito meses - processos mais rápidos, alguns iniciados e implantados em seu próprio seu governo. Dilma ainda não aprovou nenhum. ...///...
NOTA : O PROBLEMA É ESTE !
APESAR DA ENORMES DIFERENÇAS IDEOLÓGICAS ( APREGOADAS . . . ) QUANDO SE COMPARAM OS RESULTADOS, INEVITÁVELMENTE AS COMPARAÇÕES ESTABELECEM-SE . . .
ISTO, INDEPENDENTEMENTE DE SE ACHAR OU PODER PENSAR, SE O MST É UM INTERLOCUTOR VÁLIDO NO MEIO DE TUDO ISTO, OU SE SE TRATA APENAS DE UMA EXTENSÃO PARTIDÁRIA DO PT E OUTRAS FORÇAS, PARA JÁ NÃO FALAR NA POSSIBILIDADE DE PODER SER CONFUNDIDO COM UM BANDO DE MALFEITORES, TENDO EM CONTA O SEU HISTORIAL RECENTE . . .
Marcadores: MST, PT, REFORMA AGRÁRIA
quinta-feira, 21 de julho de 2011
NO PARÁ ? NÃO ACREDITO ! . . .
Marcadores: DESVIO, DINHEIRO PÚBLICO, LADROAGEM, PARÁ, PT, REFORMA AGRÁRIA, ROUBO
domingo, 3 de maio de 2009
ESTÃO À ESPERA DE QUÊ ? . . .
de 15 mil sem-terra
Estado que lidera
conflitos fundiários
no País assiste a
amplo recrutamento,
enquanto a força
policial é quase nula
José Maria Tomazela
A massa recrutada nas periferias das cidades, em sua maioria gente pobre e desempregada, é preparada para lutar pela terra em quase cem acampamentos ao longo de rodovias como a PA-150, que liga de Marabá, no sudeste, a Xinguara, 250 quilômetros ao sul. Além do MST, sindicatos ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri) aceleraram a formação de acampamentos.
Grande parte desse contingente está acampada em fazendas invadidas, como as da agropecuária Santa Bárbara, do banqueiro Daniel Dantas. Nesses redutos, nem a polícia entra, a não ser na companhia de ouvidores agrários. Só este ano, o MST tomou 15 fazendas na região. Na Espírito Santo, em Xinguara, uma das fazendas do grupo, seguranças e sem-terra entraram em confronto, no dia 18, deixando oito feridos.
Depois do tiroteio, os sem-terra fizeram uma trincheira com sacos de areia e se mantêm na entrada da propriedade. O risco de novos conflitos é iminente: os fazendeiros, sem poder contar com a força policial, montaram aparatos próprios de segurança. Só a Santa Bárbara tem 58 vigilantes armados.
O efetivo da fazenda é maior que o da Polícia Militar de Xinguara, cidade de 40 mil habitantes que tem pouco mais de 20 policiais, e nem se compara ao contingente do posto da PM no distrito de Gogó da Onça, o mais próximo do conflito. Ali, um sargento e três soldados atendem ocorrências a pé - a única viatura está quebrada. O distrito tem 2,5 mil habitantes e é cercado de acampamentos
O soldado Alex Oeiras diz que não tem autorização para se meter com o MST. "Mexer com eles é bronca brava." Em caso de conflito, a ordem é avisar o comando, em Xinguara. Geralmente é deslocada tropa de Belém. Ele classifica os sem-terra como abusados. "Falam abertamente que, se despejar cem vezes, as cem eles voltam."
As forças mandadas pelo governo estadual após o tiroteio na Espírito Santo continuavam na região na última quinta-feira. São 22 homens do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar e 15 da Divisão de Investigação de Operações Especiais da Polícia Civil. Já fizeram buscas nos acampamentos e fazendas, mas só conseguiram apreender uma espingarda velha.
As viaturas enfrentam os buracos da PA-150, destruída pelas chuvas e usada ainda para escoar boiadas. Os Os fazendeiros reclamam da demora do governo em cumprir as reintegrações de posse. Os sem-terra alegam que só os acampados são desarmados, não as milícias.
Na Polícia Federal de Marabá, apenas sete empresas estão cadastradas para dar segurança nas fazendas. Juntas, somam 800 homens. O delegado Antonio Carlos Beabrun Júnior, chefe da PF de Marabá, conta que empresas de outros Estados atuam na região. Mas o número de homens armados é muito maior, por causa da contratação de capangas.
Nas blitze, a PF tem dificuldade para encontrar armas, sempre escondidas. "Já achamos espingardas penduradas em árvore", relata o delegado.
No acampamento Helenira Resende, na Fazenda Cedro, em Marabá, os sem-terra treinam a "resistência camponesa". "A gente aprende como fazer a ocupação e resistir", conta um militante, logo advertido por outro. "Não pode falar, não." Ali ninguém se identifica. Um grupo de oito sem-terra vigia, de uma guarita improvisada, quem chega pela PA-150. Em caso de alerta, como a chegada da polícia ou estranhos, eles disparam morteiros para chamar reforço. Uma vala impede a passagem de carros - só passam as motos dos sem-terra. A entrada da imprensa é proibida. Fotos, mesmo de fora, só com autorização da liderança. Integrantes do MST bloqueiam também a entrada da Fazenda Maria Bonita, outra do grupo de Dantas.
O vaqueiro Raimundo Silva, de 62 anos, entrou meio sem querer na força-tarefa usada pelo MST para invadir a Espírito Santo, no final de fevereiro. Morador de Xinguara, ele atendeu ao chamado de um carro de som que prometia uma cesta básica por mês, mais a terra e, ainda, dinheiro para plantar. Numa mensagem gravada, o locutor dizia que o governo assentaria todas as famílias acampadas. Pai de nove filhos, a maioria "com a vida feita", ele deixou na casa a mulher e um casal de filhos menores e foi até um assentamento do MST. Na noite seguinte, estava na carroceria de um caminhão indo para a sua primeira invasão - "lá eles dizem ocupação", observa.
Quando a casa do funcionário da portaria foi atacada e os moradores obrigados a sair, Silva ficou lá atrás: "Vi criança e pensei no meu caçula de 13 anos." Silva não estava no grupo que enfrentou os seguranças da Espírito Santo, mas ouviu o tiroteio e viu as pessoas chegarem feridas. "Nosso pessoal não tinha armas, só foguetes."
O capataz da fazenda, Luiz Nunes de Araujo, diz que os sem-terra atiraram. Prova de que os acampados têm armas, segundo ele, são os tiros contra os bois.No dia anterior ao conflito, eles tinham matado quatro vacas. Ele mostrou as carcaças. "Só levaram a carne melhor, do traseiro." O capataz conta que os próprios sem-terra avisaram, ironizando, que tinham "ido ao açougue" no pasto. No verso da placa com o nome do acampamento, os sem-terra grafaram "churrascaria".
O Pará é campeão nacional em conflitos no campo. Números divulgados semana passada pela CPT mostram que, ao contrário do resto do País, ali a violência está aumentando. Em 2008, o Estado registrou 245 ocorrências, mais que o dobro do Maranhão, segundo colocado, que teve 101. No ano passado, 46,4% dos casos de violência rural no Brasil ocorreram no Pará - no ano anterior eram 18%.
O número de assassinatos decorrentes desses conflitos no Estado aumentou 160% - de 5 para 13 -, enquanto as prisões dos envolvidos caíram 50%. Desde 1996, quando ocorreu o assassinato de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás, 205 pessoas foram mortas em disputas pela terra. Entre elas, a freira Doroty Stang, assassinada por fazendeiros em 2005.
Segundo o advogado e membro da CPT José Batista Afonso, a região atraiu investimentos de grandes grupos e vive uma explosão demográfica, incapaz de ser absorvida, engrossando os acampamentos. A líder Maria Raimunda César, da coordenação nacional do MST, disse que o aumento de acampados é consequência da falta de empregos. "O governo precisa acelerar os assentamentos."
NOTA : O GOVERNO E O PRESIDENTE, COMO É HÁBITO, NÃO DEVEM SABER DE NADA DISTO QUESE PASSA . . .
DEVEM ESTAR À ESPERA QUE OCORRAM CONFRONTOS GRAVES, PARA ENTÃO TOMAREM MEDIDAS ?
ESTAMOS EM PLENO SEC. XXI, E ISTO, NÃO PARECE TRATAR-SE DE CONFLITOS DE UM ESTADO DE DIREITO MODERNO.
O QUE DIZ O MINISTRO DA AGRICULTURA DESTE ESTADO DE COISAS ? E O PRESIDENTE ? SABE DESTAS COISAS ? CONTINUAM A FINANCIAR O MST COM VERBAS PÚBLICAS ? QUEM DEFENDE A PROPRIEDADE PRIVADA ?
SE ENTREGAREM A SEGURANÇA DAS PROPRIEDADES PRIVADAS, À SEGURANÇA PRIVADA DE CADA UM DOS PROPRIETÁRIOS, PODEM TER A CERTEZA, QUE ISTO NÃO VAI TERMINAR BEM . . .
PROPRIDADES INVADIDAS, ONDE NEM A POLÍCIA PODE ENTRAR ? MAS ESTAMOS ONDE ? . . .
Marcadores: REFORMA AGRÁRIA
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
ATÉ QUE ENFIM ! . . .
25/02/09
G1 GLOBO
Mendes condena
ações de sem-terra
em Pernambuco
e São Paulo
Ele quer uma
investigação sobre
possível
financiamento
público.
G1 tentou falar com
MST, mas não havia
expediente no órgão
nesta quarta
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, condenou nesta quarta-feira (25) as invasões de terra promovidas por movimentos sem-terra em São Paulo e Pernambuco durante o feriado de Carnaval e cobrou uma atuação do Ministério Público para verificar se existe financiamento público a estes movimentos.
“A Justiça tem que dar resposta adequada. Há meio e modos jurídicos para se ter uma resposta serena, mas firme. No estado de direito, todos estão sujeitos à lei, não há soberano. Se alguém invadir uma área sem autorização judicial se torna soberano e isso é ilícito”, destacou Mendes.
O G1 entrou em contato com a sede do MST, em São Paulo, e foi informado de que não havia expediente no local nesta quarta. A secretária que atendeu o telefonema disse que não poderia fornecer nenhum número de celular para a reportagem.
Ele defendeu uma investigação contra organismos governamentais para verificar se há recursos públicos indo para os cofres das organizações que promovem invasões de terra. “Financiamento público de movimentos que cometem ilícito é ilegal, é ilegítimo. Que o Ministério Publico tome providencias para verificar se não há financiamento ilícito a estas instituições”.
O presidente do STF afirma que os agentes públicos envolvidos em financiamento destes movimentos podem ser acionados por crime de responsabilidade.
Para Mendes, o “paternalismo” fez com que a sociedade tolerasse a atuação destes movimentos até agora. “A sociedade tolerou excessivamente esse tipo de ação por razões diversas, talvez por um certo paternalismo, uma certa compreensão, mas isso não é compatível com a Constituição, com o estado de direito."
Comentando o caso de Pernambuco, em que os sem-terra são acusados de assassinar quatro seguranças de uma fazenda, o presidente do STF afirmou que é comum os atos do movimento terminarem em violência.
“Em geral este tipo de conflito começa com característica de manifestação, protesto, manifestação política e tem redundado em violência, às vezes contra os próprios invasores e às vezes contra pessoas que eventualmente defendem áreas e terras. Isso não interessa à ordem publica”, disse Mendes.
NOTA : É A INTERVENÇÃO DESTE GÉNERO, DE ORGÃOS, ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA, INDEPENDENTES E NÃO COMPROMETIDOS COM O GOVERNO E O PARTIDO QUE O FORMA, QUE DEVEM ARBITRAR A VIDA NACIONAL BASILEIRA, UMA VEZ QUE A PARTIDOCRACIA DO PT, SE ACHA, IMUNE A CRÍTICAS, E A CHAMAMENTOS À ORDEM, QUANDO HÁ DESVIOS, POR DEMAIS EVIDENTES, COMO É O CASO.
A FALTA DE INTERVENÇÕES DESTA NATUREZA, OU A FALTA DE ORGÃOS ESPECÍFICOS PARA ESTA FISCALIZAÇÃO, É QUE FAZEM FALTA NA SOCIEDADE POLÍTICA BRASILEIRA, QUE ME LEVA FREQUENTEMENTE A CRITICAR, E A DIZER QUE, FALTA REPÚBLICA NESTE PAÍS ! . . .
ESTE MOVIMENTOS, SEM TERRA, SEM ISTO, E SEM AQUILO, SÃO FILHOS NATURAIS ( ENTENDA-SE, FRUTOS DE RELAÇÕES EXPÚREAS DOS PARTIDOS COM A SOCIEDADE ) DO PT, E SEUS HABITUAIS " COMPAGNONS DE ROUTE ", OU SEJA, ESTÃO JUNTOS E CAMINHARÃO JUNTOS, ENQUANTO AOS DOIS, A CONVENIÊNCIA SERVIR.
QUANDO DEIXAR DE SERVIR, OU A CAMINHADA SE TIVER DE FAZER POR CAMINHOS DIFERENTES, FAZEM DE CONTA QUE NÃO SE CONHECEM, NEM TÊM QUAISQUER AFINIDADES ! . . .
JÁ VI, MUITOS FILMES DESTES !
E ENTÃO, TRATANDO-SE DE REFORMA AGRÁRIA E DE COMUNISTAS ENVERGONHADOS ( QUE É O CASO DO PT ), A MATÉRIA NÃO É NOVA, E DEIXA UMA SENSAÇÃO PLENA DE " DÉJÁ VU " !
NÃO SEI O QUE É QUE SERÁ MAIS NECESSÁRIO PARA O BRASIL.
SE A REFORMA AGRÁRIA, SE A REFORMA POLÍTICA !
Marcadores: JUSTIÇA, MST, PT, REFORMA AGRÁRIA
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
PROBLEMAS DO LATIFÚNDIO
Vasconcelo Quadros
A Polícia Federal apreendeu ontem em Cumarú do Norte, próximo a Redenção, no Sul do Pará, um arsenal de armas de uso restrito das Forças Armadas e desarticulou uma milícia montada por fazendeiros supostamente para enfrentar a onda de invasões de terra que nos últimos tempos resultou na ocupação de nove propriedades na região. O alvo da ação foi a Fazenda Estrela de Maceió, que pertence a Construtora Lima Araújo Ltda, de Alagoas, onde dois homens foram presos junto com 19 armas de grosso calibre - fuzis, pistolas e espingardas calibre 12. Na sede da fazenda também foram apreendidos fardamentos de camuflagem, coletes à prova de balas, capuzes, algemas de plástico, silhuetas de tiro ao alvo, equipamentos de rádio transmissão e de comunicação via satélite e mais de 1.600 munições, entre balas de fuzis e cartuchos.
-É um arsenal normalmente usado por grupos de assalto. Aparentemente não era apenas para a proteção da fazenda - disse o delegado Marco Aurélio Bezerra, da Polícia Federal em Redenção. Um dos homens presos, Aloísio Santana Ferreira, é procurado por assassinato em Alagoas. O outro, Márcio Bezerra Santana, também se apresentou como segurança da fazenda. A polícia vai investigar agora se há relação entre milícias com vários assassinatos na área rural no ano passado. A Polícia Federal chamou a ação de Constelação, uma referência ao nome da fazenda, e explicou que ela faz parte da grande operação desencadeada na segunda-feira em todo o Sul do Pará para evitar derramamento de sangue entre seguranças contratados por fazendeiros e militantes de um grupo de sem terra que se apresenta como Liga dos Camponeses Pobres (LCP), responsável pela invasão de várias propriedades na região de Redenção. - O clima estava muito tenso -, explicou o delegado Alberoni Lobato, chefe da Delegacia de Conflitos Agrários do Pará, designado pelo governo estadual para coordenar a Operação Paz no Campo. Nos últimos três dias foram presas mais de 30 pessoas, entre militantes e dirigentes da LCP.
- Nas últimas semanas o grupo havia invadido várias fazendas, entre elas, a Forquilha, Rancho de Deus e Mirim - todas nas cercanias de Redenção -, onde foram praticados uma série de crimes: derrubada ilegal de madeira em áreas de preservação, destruição de sede da propriedade, matança de gado, cárcere privado e extorsão. Na fazenda Mirim, segundo a polícia, homens que chegaram encapuzados e armados, tomaram a sede e, para desocupá-la, exigiram do proprietário R$ 50 mil - resgate que chegou a ser pago. A mesma exigência também estava sendo feita a outros proprietários rurais.
Antes que a Operação Paz no Campo fosse deflagrada, a presidente do Sindicato Rural de Redenção, Rosângela Hanemann, em vários comunicados enviados à governadora do Pará, Ana Julia Careppa, havia denunciado o clima de terror e os riscos de um conflito que parecia inevitável no Sul do Pará. A governadora também havia sido avisada pela polícia e Ministério Público, mas mantinha a ordem para que as forças de segurança do Estado (Polícia Militar e Polícia Civil) não acatassem as determinações judiciais para reintegração de posse. O assunto só poderia ser resolvido pela Departamento de Polícia Civil através da Delegacia de Assuntos Agrários, que acabou respondendo com a operação desencadeada na segunda-feira. Segundo Rosângela Hanemman, nas propriedades invadidas atualmente se encontram cerca de 100 mil cabeças de gado que não estão sendo vacinadas contra a febre aftosa porque os fazendeiros ou funcionários do Ministério da Agricultura não podem entrar nas áreas ocupadas pelos sem terra. Ela afirmou que havia inclusive o risco de, passado o período de vacinação, a região de Redenção deixar de ser considerada área livre de aftosa, o que provocaria elevados prejuízos à economia estadual.
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