domingo, 12 de agosto de 2007

ATÉ OS MÉDICOS SEM FRONTEIRAS . . .

11/8/2007 - O DIA
Protecção em áreas de risco
Cartilha dos Médicos
Sem Fronteiras orienta
profissionais especializados
sobre como enfrentar casos
de agressão, roubo e tiroteio
em comunidades carentes.
O projecto é pioneiro no mundo
André Bernardo

Uma ‘receita’ diferente tem dividido espaço com termômetros e estetoscópios na maleta de primeiros socorros de alguns profissionais da rede pública de saúde do Rio de Janeiro. Trata-se de um manual de segurança, formulado pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) em parceria com as secretarias municipais do Rio, Teresópolis e Caxias, que traz dicas e conselhos de como médicos, enfermeiros e agentes comunitários devem agir ao entrar em áreas de risco — caso de favelas — para levar saúde e socorro aos que vivem, não raro, em meio a uma guerra urbana.
“Como a violência é uma das principais reclamações das equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), resolvemos compartilhar nossa experiência de mais de 35 anos. Sabemos o quanto a falta de
segurança dificulta o atendimento em áreas de risco. Embora motivados, muitos profissionais desistem por medo e insegurança”, atesta diz Simone Rocha, diretora-executiva do MSF no Brasil.
No exterior, a ONG atua em mais de 70 países onde existem conflitos e pobreza, como Vietnã, Etiópia e Afeganistão. No Rio, desde maio de 2006, cerca de 500 profissionais participaram das Oficinas de Capacitação em Segurança em favelas como Alemão, Maré e Vigário Geral. Desde então, Teresópolis e Caxias também aderiram ao projeto, que consiste em compartilhar experiências e elaborar manual que ensina como se comportar dentro de uma favela e reagir em casos de agressão e tiroteio, por exemplo.
NOTA : É UMA PENA QUE AS AUTORIDADES NÃO ESTEJAM ATENTAS A PORMENORES, QUE DÃO BEM A IDEIA, DE QUANTO A VIOLÊNCIA RECRUDESCE, ATINGINDO PROPORÇÕES, JÁ HOJE, DIFÍCEIS DE CONTROLAR.

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