AS POLÍCIAS E A CORRUPÇÃO
Ex-diretor denuncia
máfia de policiais civis
no IML
Renato Grandelle
Renato Grandelle
Um novo personagem pode servir como elo entre a tentativa de execução do delegado Alexandre Neto, no domingo, e a morte do policial civil Alexandre Várzea em um acidente de trânsito, uma semana antes. O legista Daniel Ponte, ex-vice-diretor do Instituto Médico-Legal (IML), disse ontem, em depoimento na Delegacia de Homicídios (DH), que a máfia do IML poderia estar por trás dos dois crimes. O pedido do legista de escolta policial foi negado. …///… Além de ser o principal elo entre as polícias civil e federal, Neto estava envolvido em investigações ligadas à máfia do IML. Entre as denúncias analisadas pelo delegado, estava a cobrança de propinas feitas por policiais civis a farmácias em diversos pontos da cidade. Um estabelecimento da Zona Oeste já teria sido obrigado a repassar mais de R$ 30 mil para um grupo, que seria lotado na 16ª DP (Barra). Incentivados por Ponte, os comerciantes cogitavam buscar o auxílio da Polícia Federal, que também estaria investigando as irregularidades.
Não demorou para que a banda podre planejasse represálias contra Ponte. Um dos inspetores denunciados pelo legista o teria ameaçado de morte em fevereiro. O inspetor seria ligado ao ex-diretor do IML, Roger Ancillotti. Depois de atuar como servidor fantasma do instituto por três meses, o inspetor teria sido transferido em março para a 30ª DP (Marechal Hermes). Em conversa com funcionários do IML, ele teria se gabado porque seu grupo também controla a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública, para onde foi transferido Ancillotti.
Na nova gestão, o IML continuou como um antro de irregularidades. A cobrança para a liberação de cadáveres, segundo Ponte, varia entre R$ 200 e R$ 250 - assim, os policiais que comandam o esquema lucram até R$ 10 mil por dia. …///…
NOTA : ISTO PASSA-SE, ENTRE POLÍCIAS ! . . .
SEM NOTA, NEM COMENTÁRIO ! . . .
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