SERÃO ESTAS AS CAUSAS ?
Especialistas avaliam
as causas do acidente
O Globo / O Globo Online
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Dificuldade de frear na pista molhada e uma tentativa desesperada de voltar a levantar vôo, que acabou resultando no choque com um prédio. Segundo especialistas, essa é a explicação mais plausível para o acidente envolvendo o Airbus 320. A dificuldade na frenagem, apontam, pode estar relacionada à falha humana ou à falta de ranhuras na pista de pouso, o que teria provocado acúmulo de água e dificuldades de aderência dos pneus .
- É evidente que a pista é, ao menos em parte, responsável pelo acidente - afirma o piloto e escritor Ivan Sant'Anna, autor do livro "Caixa-preta", sobre acidentes aéreos.
Especialista em controle de emergências da Coppe/UFRJ, Moacyr Duarte diz que o piloto pode não ter conseguido frear e, por isso, tentou arremeter - ou seja, voltar a subir. Se ele tivesse simplesmente derrapado na pista, teria atravessado a Washington Luís, derrubando a mureta central, deixando marcas na rua e arrastando carros no caminho, o que aparentemente não ocorreu.
- O que está parecendo é que ele tentou arremeter - afirmou o especialista. - Percebeu que não ia conseguir frear e tentou levantar de novo. Então acabou atingindo o prédio.
Um consultor aeronáutico com 43 anos de experiência em vôos e mais de mil pousos em Congonhas concorda. Ele se diz convencido de que o Airbus fez uma tomada longa (pousou bem depois do ponto de toque na pista) e tentou arremeter sem sucesso, chocando-se com o hangar.
- Para ter entrado daquela maneira, o avião tocou no solo, mas o piloto viu que não havia pista suficiente e tentou arremeter.
Ivan Sant'Anna também é partidário dessa teoria:
- Na minha opinião, ele arremeteu. Mas estava no pior dos mundos. Tinha velocidade demais para parar e velocidade de menos para levantar.
A dificuldade na frenagem pode ser decorrente de falha humana (o piloto teria calculado mal o momento do toque), mas pode também estar ligada aos problemas estruturais na pista de pouso de Congonhas.
- Está claro que essa pista não pode ser usada em dia de chuva, isso é uma tragédia anunciada, ontem (anteontem) mesmo um outro avião derrapou - afirmou Sant'Anna. - Não dá para pousar ali com chuva, é arriscado demais, os pilotos falam isso o tempo todo. Os pneus surfam na água da pista, freio não consegue o atrito.
O professor de Transporte Aéreo da UFRJ Respício Espírito Santo disse esperar que a investigação comece com as condições meteorológicas (camada de chuva) da pista. Para Respício, pode ter acontecido uma aquaplanagem ou hidroplanagem.
- Pelo visto a reforma na pista não adiantou nada - disse Sant'Anna. - É evidente que o acidente foi causado, pelo menos em parte, pela deficiência da pista.
A frenagem de um avião não depende somente da aderência da roda, lembram os especialistas, mas também da reversão da turbina.
NOTA : MAIS UM GRUPO DE ESPECIALISTAS QUE ACUSAM A PISTA E AUSÊNCIA DE SULCOS DE ESCOAMENTO DE ÁGUA, COMO UMA FORTE POSSIBILIDADE DE TER CAUSADO ESTE LAMENTÁVEL ACIDENTE.
PORÉM, HÁ UM OUTRO ESPECIALISTA, QUE AFIRMA, " NÃO PODER ESTA PISTA SER UTILIZADA EM DIAS CHUVOSOS " PELA DEFICIÊNCIA QUE APRESENTA.
COMO É QUE SERÃO AS PISTAS DO ESTADOS UNIDOS, CANADÁ E EUROPA DO NORTE, ONDE CHOVE, FAZ VENTO, CAI NEVE E FORMA-SE GELO ? QUE SE SAIBA, FELIZMENTE, NÃO HÁ ACIDENTES DESTES QUANDO CHOVE . . . E OS AEROPORTOS FUNCIONAM COM SEGURANÇA !
ISTO É MAIS UMA PROVA DA INCOMPETÊNCIA DE QUEM GERE OS AEROPORTOS NO BRASIL. FALTA AINDA O QUÊ, PARA QUE AS AUTORIDADES SE APERCEBAM DISTO ?


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