DESASTRE PARA LULA ?
Acidente
pode ser desastre
político para Lula
Asdrúbal Figueiró
Asdrúbal Figueiró
O acidente com o Airbus da TAM em São Paulo tem potencial de provocar estragos políticos e de imagem inéditos no governo Lula.
Desde o choque do Boeing da Gol com o Legacy que deixou 154 mortos na Amazônia em setembro do ano passado, a crise aérea não saiu das manchetes.
Nesses nove meses, houve um quase-acidente aqui, uma greve ali, declarações desastradas de autoridades acolá e muitas filas e atrasos.
Até agora, porém, apesar de ter emplacado uma CPI, a oposição parecia não ter conseguido capitalizar e potencializar o desgaste do governo.
Uma das acusações mais fortes que a oposição conseguiu produzir foi que Lula empurrava um problema sério com a barriga.
Não é um argumento de tanto peso quando o resultado mais visível da suposta inoperância é fila em aeroporto.
Quando o resultado são cerca de 200 mortos e o maior acidente da história da aviação no Brasil, a coisa pode mudar.
É claro que a investigação sobre as causas do acidente ainda está nos estágios inciais.Mas, mesmo que se prove que as condições da pista de Congonhas tenham pouco a ver com o desastre, o governo vai, no mínimo, ter de ir para a defensiva. Vai ter de se explicar e torcer para que sua versão cole.
Se, ao contrário, ficar provado que a pista recém entregue pela estatal federal Infraero não tinha condições ideais e que isso foi crucial, o desgaste pode ser muito mais grave.Vai ser mais fácil para a oposição usar o argumento da crise anunciada e tentar jogar o custo do desastre no colo do governo, e mais difícil para Lula alegar ignorância, como no início da própria crise aérea ou do escândalo do mensalão.
Coincidência ou não, Lula colocou para investigar as obras de recuperação da pista a Polícia Federal que, apesar de se envolver em polêmicas, tem conseguido vender a imagem de um dos órgãos mais eficientes do governo.
A medida dá aos aliados de Lula um argumento contra a acusação de inação do governo e, no limite, permite que o presidente associe sua imagem aos investigadores, caso se comprovem problemas com a obra da Infraero.
Mas, para além disso, o desastre em Congonhas também coloca no palco outro personagem importante: o governador tucano José Serra, potencial candidato à eleição presidencial de 2010.
Nas primeiras horas do acidente, enquanto o presidente se fechava no Palácio com ministros e deixava a tarefa de enfrentar as câmeras para o porta-voz da Presidência, Serra estava na cena do desastre, ao vivo, nas TVs, dizendo que "infelizmente, as chances de sobreviventes" eram quase zero.
Por ora, o governador tem evitado declarações políticas mais fortes – até porque talvez o momento não seja o mais conveniente.Mas ele já deu declarações dizendo que o aeroporto deveria ficar fechado durante as investigações, que cobrou "rigorosas", e anunciou inquérito da Polícia Civil.
Serra também já se reuniu com familiares das vítimas e não deu nenhum sinal de que deva deixar a cena. É um assunto de repercussão nacional em que, como governador do Estado, Serra pode – até com a justificativa de que deve – tratar. O desgate é todo federal.
O potencial político para Serra só não é maior porque os eventuais dividendos do tucano tendem a se concentrar em uma área geográfica (São Paulo/Sul) e social (classe média)
onde o PSDB tem menos problemas. E o efeito no eleitorado de Lula – classes mais baixas no Norte e Nordeste – não é tão fácil medir.
Mas é mais improvável que o presidente possa se sair da história melhor do que entrou.
Também é difícil avaliar o impacto do acidente na imagem da ministra Marta Suplicy, arqui-rival de Serra na política paulista e paulistana e possível candidata à Presidência em 2010.
Mas a combinação da catástrofe no seu reduto eleitoral com o "relaxa e goza" não deve ajudar a petista.
NOTA : ACABARAM-SE AS DESCULPAS PARA LULA, E PARA A INCOMPETÊNCIA DO GOVERNO, PARA AGIR NA AVIAÇÃO BRASILEIRA. AGUARDAM-SE AS MEDIDAS PLAUSÍVEIS, PARA POR COBRO À INSEGURANÇA AÉREA QUE SE VIVE NO BRASIL.
ATENDENDO AO CAOS AÉREO EM QUE O BRASIL VIVE, JÁ NÃO HÁ DESCULPAS PARA QUE TUDO CONTINUE NA MESMA. AS DESCULPAS, COM CONTROLADORES, PISTAS, RADARES E SISTEMAS DE RÁDIO, JÁ NÃO SÃO DESCULPAS ACEITÁVEIS NO SEC. XXI, PARA ESCONDER A INCOMPETÊNCIA DE QUEM GERE A AVIAÇÃO BRASILEIRA.
AGORA JÁ NÃO DÁ PARA RELAXAR E GOZAR, OU DE DIZER QUE OS ACIDENTES REVELAM A PROSPERIDADE DO BRASIL . . . O LULA, EMBORA LHE CUSTE, VAI TER DE TOMAR MEDIDAS !
ESTE ACIDENTE, NÃO TEM NADA A VER COM OS ANTERIORES PROBLEMAS QUE GERARAM O CAOS NA AVIAÇÃO BRASILEIRA. DESTA VEZ FOI A PISTA. QUEM SABE DE, AINDA NÃO ENCONTRAM UM " PEÃO " DE OBRA PARA PROCESSAR . . .
OS DANOS, ESSES FELIZMENTE ESTÃO COBERTOS POR SEGUROS E RESSEGUROS QUE ASSEGURARÃO AS INDEMNIZAÇÕES A QUE OS FAMILIARES DAS VÍTIMAS E PROPRIETÁRIOS DA AERONAVE, TÊM DIREITO.
PORÉM, E CONVÉM NÃO ESQUECER ESTES " PEQUENOS " PORMENORES, O BRASIL COMEÇA A SER UM PAÍS DE RISCO AÉREO PARA SEGURADORES E RESSEGURADORAS, QUE CERTAMENTE NÃO DEIXARÃO DE AUMENTAR OS PRÉMIOS DOS SEGUROS. ESSES AUMENTOS, QUE INEVITAVELMENTE APARECERÃO, SERÃO, SEM DÚVIDA TRANSFERIDOS PARA O PÚBLICO QUE VIAJA ...
OU SEJA, SEREMOS SEMPRE NÓS ( ... OS MESMOS DE SEMPRE ! ) A PAGAR AS INCOMPETÊNCIAS DE QUEM GOVERNA !

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