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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A PROPÓSITO DE CRISE ECONÓMICA . . .


QUEM PAGOU OS ESTRAGOS DE HITLER ? . . .

MEMÓRIA CURTA ...

Alemanha "rainha das dívidas"

O historiador Albrecht Ritschl evoca hoje ( 27-06-2011 ) em entrevista ao site de Der Spiegel vários momentos na História do século XX em que a Alemanha equilibrou as suas contas à custa de generosas injecções de capital norte-americano ou do cancelamento de dívidas astronómicas, suportadas por grandes e pequenos países credores.

Ritschl começa por lembrar que a República de Weimar viveu entre 1924 e 1929 a pagar com empréstimos norte-americanos as reparações de guerra a que ficara condenada pelo Tratado de Versalhes, após a derrota sofrida na Primeira Grande Guerra. Como a crise de 1931, decorrente do crash bolsista de 1929, impediu o pagamento desses empréstimos, foram os EUA a arcar com os custos das reparações.

A Guerra Fria cancela a dívida alemã

Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA anteciparam-se e impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra tão avultadas como o foram em Versalhes. Quase tudo ficou adiado até ao dia de uma eventual reunificação alemã. E, lembra Ritschl, isso significou que os trabalhadores escravizados pelo nazismo não foram compensados e que a maioria dos países europeus se viu obrigada a renunciar às indemnizações que lhe correspondiam devido à ocupação alemã.

No caso da Grécia, essa renúncia foi imposta por uma sangrenta guerra civil, ganha pelas forças pró-ocidentais já no contexto da Guerra Fria. Por muito que a Alemanha de Konrad Adenauer e Ludwig Ehrard tivesse recusado pagar indemnizações à Grécia, teria sempre à perna a reivindicação desse pagamento se não fosse por a esquerda grega ficar silenciada na sequência da guerra civil.

À pergunta do entrevistador, pressupondo a importância da primeira ajuda à Grécia, no valor de 110 mil milhões de euros, e da segunda, em valor semelhante, contrapõe Ritschl a perspectiva histórica: essas somas são peanuts ao lado do incumprimento alemão dos anos 30, apenas comparável aos custos que teve para os EUA a crise do subprime em 2008. A gravidade da crise grega, acrescenta o especialista em História económica, não reside tanto no volume da ajuda requerida pelo pequeno país, como no risco de contágio a outros países europeus.

Tiram-nos tudo - "até a camisa"

Ritschl lembra também que em 1953 os próprios EUA cancelaram uma parte substancial da dívida alemã - um haircut, segundo a moderna expressão, que reduziu a abundante cabeleira "afro" da potência devedora a uma reluzente careca. E o resultado paradoxal foi exonerar a Alemanha dos custos da guerra que tinha causado, e deixá-los aos países vítimas da ocupação.

E, finalmente, também em 1990 a Alemanha passou um calote aos seus credores, quando o chanceler Helmut Kohl decidiu ignorar o tal acordo que remetia para o dia da reunificação alemã os pagamentos devidos pela guerra. É que isso era fácil de prometer enquanto a reunificação parecia música de um futuro distante, mas difícil de cumprir quando chegasse o dia. E tinha chegado.

Ritschl conclui aconselhando os bancos alemães credores da Grécia a moderarem a sua sofreguidão cobradora, não só porque a Alemanha vive de exportações e uma crise contagiosa a arrastaria igualmente para a ruína, mas também porque o calote da Segunda Guerra Mundial, afirma, vive na memória colectiva do povo grego. Uma atitude de cobrança implacável das dívidas actuais não deixaria, segundo o historiador, de reanimar em retaliação as velhas reivindicações congeladas, da Grécia e doutros países e, nesse caso, "despojar-nos-ão de tudo, até da camisa".



NOTA : CONVÉM LEMBRAR ESTAS COISAS, PRINCIPALMENTE PARA QUEM TEM MEMÓRIA CURTA, OU PARECE PADECER DE ALGUMA DOENÇA DEGENERATIVA QUE LHE AFECTE A MEMÓRIA . . . POIS !


domingo, 17 de outubro de 2010

PARA QUEM ENTENDEU, O PRIMEIRO " RECADO " ESTÁ DADO ! . . .

PÚBLICO / LISBOA
17-10-2010
Debate sobre a imigração
Merkel diz que a sociedade multicultural falhou na Alemanha

Por Dulce Furtado


A chanceler alemã, Angela Merkel, lançou nova acha para a fogueira do debate em curso no país sobre a imigração e islamismo, avaliando que a tentativa de criar uma sociedade multicultural na Alemanha “falhou redondamente”.

Num discurso feito perante a juventude partidária dos cristãos-democratas (CDU), Merkel defendeu veementemente na noite de ontem que o conceito de “multikulti” e a vivência harmoniosa “lado a lado” com pessoas oriundas de contextos culturais diferentes não está a funcionar no país, que possui uma vasta comunidade de quase quatro milhões de muçulmanos. E instou os imigrantes a “fazerem mais” para se integrarem na sociedade alemã.Para a chanceler pouco foi “pedido” aos imigrantes no passado para que se verificasse essa maior integração, reiterando a ideia de que os imigrantes devem aprender alemão de maneira a terem melhores oportunidades de escolaridade e no mercado de trabalho.O debate sobre a imigração na Alemanha tem estado ao rubro desde que, em Junho, o antigo director do Bundesbank e ex-deputado do Partido Social Democrata Thilo Sarrazin publicou um livro em que acusa os muçulmanos de “baixarem a inteligência” colectiva da sociedade alemã.Sarrazin foi publicamente criticada pelas mais diferentes facções políticas no país e até afastado das suas funções no banco central, mas a popularidade do livro – mais de 650 mil cópias vendidas – dá conta de como as suas opiniões estão a ser ouvidas.A sociedade alemã parece estar numa tendência crescente acentuada de xenofobia e anti-islamismo. Um estudo publicado quarta-feira, pela Fundação Friedrich Ebert (com ligações ao Partido Social Democrata, na oposição) revelou que um terço dos alemães defende a repatriação dos imigrantes e mais de metade – 58,4 por cento – manifesta-se favorável a restrições à prática do islão. Uma larga fatia de 55,4 por cento dos inquiridos neste estudo, realizado em Abril passado, disse “compreender que os árabes sejam vistos por algumas pessoas como sendo desagradáveis”.Merkel tem vindo a tentar não hostilizar nenhum dos lados deste debate, argumentando fortemente a favor da mais profunda integração dos imigrantes na forma de vivência alemã, mas ao mesmo tempo instando os alemães a aceitarem que as mesquitas se tornaram parte da sua paisagem social e cultural. Dentro da CDU a chanceler enfrenta cada vez maiores pressões para adoptar uma linha política mais dura na imigração, sobretudo nas franjas que não revelam predisposição a se adaptarem à sociedade alemã. E as declarações por ela feitas sábado à noite estão a ser vistas como uma tentativa de apaziguar aqueles que lhe criticam inaptidão para lidar com mão mais forte com os problemas da imigração no país.




NOTA : SE NÃO ESTOU ENGANADO, ESTE, É O PRIMEIRO RECADO QUE AS NAÇÕES EUROPEIAS DÃO AO PRETENSO EXPANSIONISMO ÁRABE NA EUROPA.



NÃO CUSTA A CRER, E OS PRÓXIMOS DIAS O DIRÃO, SE MAIS ESTADISTAS VIEREM REFORÇAR DE UMA FORMA MAIS VELADA OU NÃO ESTA IDEIA, UMA VEZ QUE NAS POPULAÇÕES, ESSE INCÓMODO, HÁ MUITO SE VEM SENTINDO.



HÁ PAÍSES, COMO A FRANÇA, QUE ESTÃO NESTE MOMENTO A " PAGAR A FACTURA " DE COLONIZAÇÕES NO NORTE DE ÁFRICA, E DE TEREM FEITO ESSA DESCOLONIZAÇÃO, NA BASE DO " POLITICAMENTE CORRECTO ", E OS RESULTADOS ESTÃO AÍ ( LÁ )! . . .



DIFICILMENTE, NOS ESTADOS LAICOS QUE COMPÕEM A MAIOR PARTE DA EUROPA ( TRDICIONALMENTE CATÓLICOS E PROTESTANTES ), UMA CULTURA ASSENTE NO OBSCURANTISMO E FANATISMO RELIGIOSO VINGARÁ, E A TENDÊNCIA INFELIZMENTE, É QUE CADA VEZ MAIS FENÓMENOS DE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E / OU RACIAL SE VENHAM A ACENTUAR, REFORÇANDO A IDEIA AGORA EXPRESSA POR ANGELA MERKEL, DE QUE A SOCIEDADE MULTICULTURAL, NÃO PASSA DE UMA UTOPIA, ASSIM COMO NÃO ADIANTARÁ, ÀS MENTES DITAS MAIS " PROGRESSISTAS ", DE APELIDAREM QUEM ASSIM PENSA, DE XENÓFOBOS, RACISTAS, INTOLERANTES, ETC;



O TEMPO, O DIRÁ, E EM MINHA OPINIÃO, NÃO DEMORARÁ MUITO.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

QUE CRISE ANDA POR AÍ ! . . .

17/02/09
G1 GLOBO

Empresa

austríaca

dá desconto

para quem

trocar o

vibrador





Uma empresa austríaca oferece até 40 euros de desconto para os clientes que substituírem seus velhos vibradores por modelos novos. O objetivo do plano é reativar a economia do setor em um momento de crise internacional, segundo o jornal alemão "Die Welt".

O desconto é oferecido pela empresa austríaca Schwabe, especializada na venda de produtos eróticos pela internet. A companhia, que comercializa seus produtos nos países de língua alemã, espera aumentar as vendas com a promoção.

"Nossa iniciativa visa revitalizar a economia doméstica", disse o executivo Thomas Schwabe.

De acordo com "Die Welt", a população alemã conta com oito milhões de vibradores, mas nem todos são modelos novos.


NOTA : ESTAS COISAS DA ECONOMIA, DEIXAM-SE SEMPRE GRANDES DÚVIDAS, QUE NEM SEMPRE CONSIGO VER ESCLARECIDAS . . .

1. A CRISE ECONÓMICA, TAMBÉM AFECTA O COMÉRCIO DE VIBRADORES ?

2. A CAMPANHA DE TROCA DE VIBRADORES, FARÁ " AQUECER A ECONOMIA " DO SECTOR ?

3. PARA HAVER CRISE NESTE NEGÓCIO, É PORQUE AS PESSOAS COMEÇARAM A LDAR COM " COISAS MAIS REAIS " ?

4. PORQUE É QUE ESTES PRODUTOS SÃO NEGOCIADOS NOS PAÍSES DE LÍNGUA ALEMÃ ? SERÁ POR CAUSA DAS INSTRUÇÕES ? ELES NÃO TÊM NADA A VER COM A LÍNGUA ! NEM FALAM ! . . .

5. SE A POPULAÇÃO ALEMÃ CONTA COM OITO MILHÕES DE VIBRADORES, NUM UNIVERSO DE 82,4 MILHÕES ( EM 2005 . . . ), DÁ ( EM NUMEROS REDONDOS ) UM VIBRADOR, PARA CADA 10 HABITANTES . . . COMO NÃO SABEMOS A VARIAÇÃO DE GÉNEROS DA POPULAÇÃO, PODEMOS CONSTATAR QUE A CRISE NA ALEMANHA, ESTÁ MUITO LONGE DE SER SÓ, ECONÓMICA ! . . .