sexta-feira, 6 de novembro de 2009
À ATENÇÃO DO DR. BELTRAME . . .
Ao todo, na fase inicial cem mil alunos e quatro mil professores vão ser submetidos ao referido programa, que incluirá, por exemplo, a autodefesa: o que fazer para se proteger das balas perdidas e como agir em caso de invasão da escola por traficantes ou pela polícia. As autoridades municipais cariocas afirmam que o treino ajudará alunos e professores a manterem a calma em caso de situações-limite, a tomarem a decisão certa em poucos de segundos e, com isso, a salvar vidas.
Mas a medida está a ser fortemente contestada por educadores que a consideram uma violência contra os alunos e um gasto desnecessário, pois as crianças e adolescentes que estudam em escolas de áreas de risco habitam na região, estão habituadas à violência e sabem muito bem o que fazer. Ao invés de treinar alunos, argumentam muitos docentes, deveria inibir-se a violência reforçando a presença das forças de segurança nas escolas de zonas consideradas de risco.
Domingos Grillo Serrinha, correspondente Brasil
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
NEM ELE MESMO ACREDITA NO QUE DIZ ! . . .

G1 GLOBO
05/11/09
Especialistas contestam
afirmação de Beltrame de
que Rio não é violento
Secretário afirmou que
cidade tem áreas com
índices de crimes europeus.
Para pesquisadores,
números de homicídios
são muito elevados.
A declaração do secretário de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, quinta-feira (5), em Brasília, de que "o Rio de Janeiro não é violento" e que "algumas áreas teriam índices de crimes europeus”, deixou alguns estudiosos da área perplexos. Eles não conseguiram comprovação nos dados oficiais para concordar com a afirmação.
O cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), chegou a fazer um esforço, comparando alguns números de criminalidades dos institutos de referência para se convencer dos “índices europeus”, mas não conseguiu.
“Não é verdade que o Rio não seja violento. Todos os índices mostram o contrário. E o número de homicídio aqui já é o triplo de São Paulo”, ressalta Tadeu.
Segundo ele, o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), da Universidade Candido Mendes, fez a comparação em 2005 que revelou a disparidade na comparação das ocorrências de criminalidade da capital carioca com cidades européias.
De acordo com os dados, Paris apresentava 1, 6 homicídio doloso para cada grupo de 100.000 habitantes; Londres, 2,4; Amsterdã, 4,5; e Rio, 39,5, usando o mesmo parâmetro comparativo.
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