segunda-feira, 24 de junho de 2013
sábado, 10 de novembro de 2012
sexta-feira, 22 de abril de 2011
AVISO AOS INCAUTOS ! . . .
Caracas, 21 abr (Lusa) -- Mais de 15 mil pessoas, segundo o organizadores, participaram na quarta-feira na procissão do Nazareno de São Paulo, que saiu da Basílica de Santa Teresa e encheu de roxo avenidas do centro de Caracas, dando mais vida a uma cidade que viu sair os seus habitantes para férias durante a Semana Santa.
O ato religioso terminou com uma homília do cardeal de Caracas, Jorge Urosa Savino, que insistiu nos alertas às autoridades sobre a falta de segurança que se regista no país e sem se referir concretamente ao Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, avançou que "Jesus não era socialista".
"A violência e a delinquência assassina é uma terrível praga que tem aumentado nos últimos anos, com o narcotráfico e o consumo de drogas. Não nos habituemos a ver as cifras de violência nos jornais como resultado de um jogo (...) Há que pedir às autoridades que cumpram com o sagrado dever de proteger a integridade de cada ser humano", afirmou.
NOTA : PARA QUEM AINDA TIVESSE DÚVIDAS, EIS A REVELAÇÃO ! . . .
AS HOMILIAS, COMO QUASE SEMPRE, CARREGADAS DE RIGOR HISTÓRICO E DE PEDAGOGIA ! . . .
terça-feira, 21 de julho de 2009
SE RECORDAR É BOM, REFLECTIR É MELHOR AINDA ! . . .
Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".
Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que foi apelidado de "O Quinto dos Infernos". A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".
Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2009 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...
Para que? Para sustentar a corrupção, o PAC, o mensalão, o Senado com sua legião de "diretores", a festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões
e jetons, a farra familiar no executivo. Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar esta corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa.
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente ! . . .
NOTA : NADA A DECLARAR ! . . . PARA QUÊ ?
APENAS DIZER QUE ESTE TEXTO ME CHEGOU VIA E-MAIL, E QUE SE DESCONHECE O AUTOR.
terça-feira, 19 de junho de 2007
PARA LER COM CALMA, E... MEDITAR
Nuvens sobre a democracia
Ives Gandra Martins,
professor de direito, advogado e escritor
O presidencialismo na América, exceção feita à forma gerada e adotada nos Estados Unidos, tem demonstrado ser uma permanente escola de ditadores ou títeres disfarçados em democratas. Mesmo no Brasil, temos verificado que, desde a sua adoção em 1889, os períodos de plena democracia e os de arbitrariedade, exceção ou ditadura foram "gangorrais". Deodoro foi imposto, não eleito. Peixoto governou inclusive com aplicação da pena de morte aos que desejavam que o regime fosse aberto. Até 1930, a democracia independia dos eleitores, pois, mediante um complicadíssimo sistema de cálculos e recálculos, São Paulo e Minas Gerais impunham seus candidatos. Contra este sistema revoltou-se Getúlio, que se tornou ditador até 1945. De 1945 a 1964, tivemos um presidente que se suicidou, duas revoltas militares que depuseram Café Filho e Carlos Luz - presidentes que sucederam a Getúlio - dois golpes militares fracassados contra Juscelino (Jacareacanga e Aragarças), um presidente renunciante e outro deposto, tendo sido o período, apesar de tudo, o mais aberto do presidencialismo democrático brasileiro. De 1964 a 1985, vivemos em regime de exceção, que se abriu naturalmente para a volta à democracia e, de lá pra cá, tivemos um presidente deposto pelo Congresso e uma sucessão de escândalos políticos que não termina, sempre envolvendo aliados dos governos, principalmente deste último. Na Argentina, no Uruguai, os golpes são mais sangrentos que no Brasil - o mesmo ocorrendo com a Bolívia, Chile (melhorou consideravelmente, nos últimos tempos), Venezuela, Equador, Colômbia e quase todos os países da América Central. No México, um "partido único" dominou, sem contestação, por dezenas de anos. Como se vê, a democracia dificilmente se compatibiliza com o presidencialismo, governo da "irresponsabilidade a prazo certo". Eleito um irresponsável, há sempre razoáveis possibilidades de se tornar um ditador, ou ser afastado traumaticamente ou por impeachment. Em contrapartida, a forma parlamentarista - adotada em quase todos os países europeus, na Índia, na Tailândia e em muitos outros - que representa o governo da "responsabilidade a prazo incerto" - permite maior estabilidade democrática e maior controle pelo povo. No momento, a América Latina começa a temer novamente pela democracia. Chávez, ao governar sem o congresso, ao fechar o principal canal de televisão e ao impedir passeata de estudantes, cada vez mais se transforma num ditador, exportando arbítrios e histrionices para os países vizinhos (Bolívia e Equador) e desejando transformar o Brasil em seu acólito. Morales é um seu pobre seguidor, o mesmo se dizendo de Correa. O próprio Lula, ora demonstra independência, ora se apresenta como um defensor deste inimigo do Senado Federal brasileiro. Aqui mesmo, tem-se a impressão de que, à luz do pretendido combate à corrupção, direitos fundamentais à imagem e à presunção de inocência são pisoteados, tendo ouvido, outro dia, de um eminente magistrado e professor renomado de direito, que, ao conversar com seus alunos por telefone, já não aconselha mais a utilização desta ou daquela forma de recurso, para não ensejar a interpretação, se grampeada a conversa, de estar "facilitando" o acesso ao Judiciário. A própria Corte Suprema, ao não permitir que um acusado tivesse acesso a todas as peças de uma longa "grampeagem" para sua defesa, parece ofertar menos garantias do que se desejaria, num período de denuncismo e de efeitos cinematográficos que cercam prisões temporárias ou preventivas de presumíveis culpados de crimes de colarinho branco. Como membro da Academia Paulista de História e tendo já escrito uma história da gente bandeirante, vejo com preocupação a renovação dos mesmos sinais de tempos passados, em que a democracia foi posta em xeque.
NOTA : DEPOIS NÃO DIGAM, QUE NINGUÉM AVISOU . . .
Marcadores: DEMOCRACIA, HISTÓRIA, POLITICA À BRASILEIRA, PRESIDENCIALISMO







