PROMISCUIDADES . . .
ESTADO - SP
12-07-2009
Empresa varejista
dá ''aula de história''
em fundação de
Sarney
Nota fiscal da Sousa
Premiere está na
prestação de contas
do convênio de
R$ 1,3 milhão
pago pela Petrobrás
Rodrigo Rangel e
Leandro Colon
A Sousa Premiere junta-se à lista de empresas fantasmas que aparecem na prestação de contas da fundação para o alegado projeto cultural. O Estado mostrou na quinta-feira que ao menos R$ 500 mil do valor total repassado foram parar na conta de empresas fantasmas ou da família Sarney.
Pelos termos assinados entre a entidade e a Petrobrás, de 2005 a 2007 deveria ter ocorrido o trabalho de digitalização dos documentos do museu e informatização de todo o sistema de acesso ao acervo colecionado pelo senador e ex-presidente da República. Na prática, porém, não há sinais de execução do projeto, segundo confirmou a reportagem na terça-feira.
Já a Sousa Premiere recebeu R$ 12 mil para oferecer, segundo a nota fiscal apresentada pela fundação, um "curso de capacitação em história da arte destinado a funcionários e estagiários do acervo museológico". A atividade teria sido ministrada a um total de 80 pessoas, com valor de R$ 150 por aluno.
O Estado esteve ontem no endereço fornecido pela empresa à Receita Federal. A Sousa Premiere tem sede na praia de Araçagi, em Paço do Lumiar, cidade distante 35 minutos de São Luís. A empresa fica em uma rua esburacada, de chão batido.
Em vez de um prédio comercial, há uma residência - a casa do dono da empresa, Adão de Jesus Sousa.
Procurado ontem, o diretor da fundação, José Carlos Sousa Silva, não soube explicar a contratação: "Não lembro todos os nomes de cabeça." E confirmou desconhecer o proprietário da empresa. "Adão de Jesus Sousa? Não conheço."
Vizinhos disseram que nunca ouviram falar de nenhuma ligação de Adão com cursos de história da arte. Só ressaltaram as suas ligações com a política maranhense. Nas últimas eleições, Adão, filiado ao PSDB, tentou em vão ser eleito vereador em Jatobá, no interior do Estado. Aos 29 anos, ele disse à Justiça Eleitoral ser "empresário".
Além do curso de "história da arte", a Fundação José Sarney anexou à sua prestação de contas a relação de quem fez curso de "automação de acervos bibliográficos e museológicos". A aula consta nas contrapartidas exigidas pela Petrobrás.
De acordo com a entidade, 50 profissionais, entre bibliotecários, museólogos e estudantes de biblioteconomia, fizeram o curso. A relação de participantes foi revelada pelo Estado na quinta-feira. Estão na lista uma sobrinha e uma cunhada de Sarney - Maria do Carmo Macieira e Shirley Araújo -, nomeadas para trabalhar por meio de ato secreto no Senado.
Uma funcionária do gabinete do presidente do Senado, Renata Ribeiro Costa Bezerra, também teria participado do curso, assim como Ana Maria Coelho Ferreira, lotada no gabinete de Mauro Fecury (PMDB-MA), que assumiu recentemente a vaga da governadora Roseana Sarney (PMDB) no Senado.
ISTO COMPROVA AS LIGAÇÕES PERIGOSAS DA MAIOR E MAIS LUCRATIVA EMPRESA PÚBLICA BRASILEIRA COM OS PARTIDOS POLÍTICOS QUE A CONTROLAM, E A SANGRIA DE DINHEIRO PÚBLICO - AOS MILHÕES ... -, PARA OS BOLSOS DE UMA CLASSE POLÍTICA CORRUPTA, SEM CARÁCTER, E SEM CONDIÇÕES DE GOVERNAR UMA NAÇÃO COMO O BRASIL !
MAS NO BRASIL, AO CONTRÁRIO DO QUE SERIA DE ESPERAR, SARNEY VAI CONTINUAR A SER, COMO PRESIDENTE DO SENADO, O TERCEIRO HOMEM DO PODER, A PETROBRAS CONTINUARÁ A SER DIRIGIDA PELA MESMA GENTE QUE ALIMENTA OS COFRES DE ONG'S E OUTRAS ORGANIZAÇÕES LIGADAS AO PT E SEUS ALIADOS, E COMO É ÓBVIO, NINGUÉM SERÁ PRESO E OBRIGADO A DEVOLVER O DINHEIRO PÚBLICO, COMO SE ESPERARIA NUMA REPUBLICA, ATÉ, PARA EXEMPLO FUTURO !

























